Vamos fugir depressa
para a morte
Antes que nos roubem
o que temos de bom
Nós não temos o hábito
de vivermos velhos
E assim
deixamos a casa
Deixamos tudo.
in Caderno 2, Narrativas de Sonhos e textos automáticos (1950), Eurico Gonçalves.
[Este poema, anotado há mais de um ano num velho bloco, e redescoberto no fundo de uma gaveta poucos dias antes de outra viagem a Madrid parece-me adequado para tentar acordar o blog do estado comatoso em que permaneceu nas últimas semanas.]
[Este poema, anotado há mais de um ano num velho bloco, e redescoberto no fundo de uma gaveta poucos dias antes de outra viagem a Madrid parece-me adequado para tentar acordar o blog do estado comatoso em que permaneceu nas últimas semanas.]






